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jun 22

Significado Oculto do Filme Zohan O Agente Bom De Corte (2008)

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Iniciei uma nova seção no Fórum Anti-Nova Ordem Mundial chamada “Significado Oculto dos Filmes”, onde as pessoas poderão postar e discutir sobre filmes e seus significados e mensagens ocultas (ou não), relacionadas com os diferentes aspectos da Nova Ordem Mundial.

Iniciei fazendo um apanhado sobre o filme “Zohan O Agente Bom De Corte“, que foi exibido na Globo neste dia 14/01/2013, repleto de referências distorcidas ao conflito israel-palestina. Coloco abaixo o texto que postei no fórum:

Título original: You Don’t Mess with the Zohan

Elenco: Adam Sandler, John Turturro, Emmanuelle Chriqui, Nick Swardson, Lainie Kazan, Rob Schneider, Dave Matthews, Michael Buffer

Resumo: Rating: 5.5/10, 113 min, [“Action”, “Comedy”, “Drama”], You Don’t Mess With The Zohan | Ano: 2008 | País:[“USA”] Diretor: Dennis Dugan



Sinopse: A polícia secreta de Israel trabalha em casos sigilosos e perigosos. Mas isso não interessa muito a Zohan Dvir (Adam Sandler). Em vez de missões secretas, ele prefere tempo livre, companhia feminina e descanso na praia. Apesar do físico avantajado e da admiração que os judeus nutrem pelo seu trabalho, o oficial gostaria de dar outro rumo para sua vida. O grande sonho de Zohan é largar tudo e ir para Nova Iorque trabalhar como cabeleireiro. Ele vê a oportunidade de fazer isso sem causar tanto impacto quando finge estar morto após um combate com um grande inimigo. É a chance que ele tem para fugir para os Estados Unidos. Com sotaque diferente e aparentemente sem nenhum jeito para profissão, Zohan – O Agente Bom de Corte afirma que é australiano para não assustar os americanos. Ele começa a fazer entrevistas em salões de beleza, mas inicialmente não tem sucesso nenhum. Sua sorte só começa a mudar quando

conhece a palestina Dalia. O filme tem direção de Dennis Dugan, o mesmo de Eu os Declaro Marido e… Larry!, que contava também com a atuação de Adam Sandler. Segundo relatos, o roteiro do longa foi escrito em 2000, mas foi cancelado devido aos acontecimentos de 11 de Setembro, afinal aborda temas relacionados ao terrorismo. O personagem Zohan foi inspirado num cabeleireiro que trabalhou para a polícia israelense e atualmente cuida do visual de pessoas em San Diego, na Califórnia.

Mensagens/significados ocultos:

Antes de mais nada, queria dizer que perdi quase 2 hs da minha existência com este filme altamente tosco, que passou na Rede Globo no dia 14/01/2012, mas resolvi fazer algo de útil desta péssima experiência e colocar aqui alguns pontos interessantes e nem tão ocultos assim sobre este filme.

Palestinos terroristas: O filme desde o início mostra os palestinos e libaneses como terroristas sanguinários, e ao mesmo tempo mostra a superioridade de Israel e seus agentes. É o típico filme que reforça estereótipos errôneos do conflito Israel-Palestina.

Banalização do sexo: O filme neste sentido é muito tosco, onde mostra o agente (Adam Sandler) como o garanhão comilão, que começa a transar com as velhinhas que vão fazer o cabelo e conquistar muitas clientes.

Achei muito relevante e traduzi o texto seguir do site directaction, que detalha um pouco mais a distorção que ocorre neste filme:

Zohan, apresenta o conflito entre israel e Paslesta – a conseqüência da colonização sionista e ocupação dos palestinos “pátria nacional – como um conflito entre dois grupos de extremistas que apenas se odeiam sem motivo. O “ódio” é apresentado como um obstáculo que impede que israelenses e palestinos de cumprir as suas respectivas aspirações, como o sonho de Zohan de cortar cabelo. O ódio racista do colonizador sionista em relação aos árabes é assim colocado no mesmo plano moral que o ódio pelos palestinos em direção a seus opressores, com a mensagem de que, se ambos os lados apenas colocarem de lado suas diferenças os personagens podem chegar a um final feliz.

De muitas maneiras Zohan reforçar todos os mitos que cercam a ocupação israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza que são predominantes no Ocidente. Após Zohan dizer a seus pais que ele está cansado do exército, sua mãe responde dizendo-lhe que “eles vêm lutando por 2000 anos, não irá demorar muito mais”. Cada vez que se refere aos combatentes da resistência palestina, é como “terroristas”. Mesmo o partido libanês Hezbollah, que detém 14 dos 128 assentos no Parlamento do Líbano e teve ministros no governo libanês em 2005-06, são referidos como “terroristas” (eles ainda têm a sua própria “linha especial (hotline) de suprimentos terroristas”).

No entanto, o filme também apresenta o argumento anti-ocupacionista: Ao perseguir um líder “terrorista” chamado Phantom, Zohan é confrontado por um palestino que lhe pergunta onde os judeus estavam durante as centenas de anos anteriores, já que dizem ser “a sua terra”. Zohan só responde chutando o “terrorista” na cabeça, prometendo que ele vai “ter isso em mente.” E em uma resposta ao desejo de Zohan de deixar o exército de Israel, seu pai (Shelley Berman) responde acusando-o de ser um “chorão”.

O pai de Zohan serviu no exército na guerra de junho de 1967, quando, segundo ele, os israelenses foram “cercados por todos os lados”. Isso repete o mito de Israel como uma vítima quase indefesa da “agressão” árabe. No filme, porém, este mito é colocado em questão através da interpretação de Berman, que soa como um velho exagerando. Um Zohan impressionado responde sarcasticamente com a linha, “Me desculpe, eu não estava envolvido em uma guerra que durou seis dias!”, ao que seu pai ainda mais perpetua o absurdo, dizendo: “Seis dias e cinco horas – todo mundo sempre esquece as cinco horas.”

No entanto, enquanto os “risos” quase equilibram um ao outro em termos de uma perspectiva pró-Israel e pró-Palestina, em última análise, o filme é mais simpático para Zohan, como uma figura Rambo-Simpático, do que o seu antagonista árabe Phantom (John Turturro ), que ao contrário de Zohan, tem de lidar com a aprendizagem de como não odiar o outro lado.

Zohan é um super-agente que pode lutar contra todos os “terroristas” por conta própria através de incríveis habilidades de luta (principalmente corporal, apesar da granada e raquete de pingue-pongue ocasional seja usada), quando a realidade é que Israel ganhou as suas guerras contra os estados vizinhos árabes através do uso maciço do poder de fogo superior proporcionado pelo governo dos EUA.

Quando a perseguição de Zohan a Phantom resulta na destruição de uma loja árabe, Zohan arremessa um cartão de visita feito pelo exército israelense com detalhes de como receber indenização. No entanto, a ação de Zohan só serve para reforçar a idéia de que o exército israelense significa o bem. Esta imagem não poderia estar mais longe da verdade.

Pelo contrário, como é o caso de ataques israelenses contra Gaza, folhetos são por vezes jogados de aviões dizendo aos palestinos que o Exército israelense “não podem ser considerado responsável” se não evacuarem áreas que estão prestes a ser alvos de Israel.

No entanto, no filme os bandidos não são nem palestinos nem israelenses, que são em última análise pessoas boas que só precisam deixar a disputa para trás quando se deslocam para a “casa da liberdade”, os Estados Unidos. No filme, o real inimigo dos imigrantes israelenses e palestinos é uma grande corporação e seus bandidos fascistas. O conflito entre comerciantes palestinos e israelenses na parte pobre de Nova York, onde Zohan corta cabelo, é em parte resultado de uma conspiração de promotores imobiliários ricos para mandar embora os lojistas e construir um novo shopping center. Enredo principal Zohan é, portanto, baseado na idéia de que as divisões racistas entre as pessoas que trabalham são usados ??por corporações capitalistas para servir os seus interesses gananciosos, com o corolário de que só pode se unindo pessoas que trabalham superar tal inimigo.

A contratação pelo chefão da empresa imobiliária de neo-nazistas para executar o trabalho sujo da corporação é bastante interessante, especialmente tendo em vista a colaboração entre empresas dos EUA e do regime nazista de Adolf Hitler na década de 1930 e 40 primeiros facilitou o Holocausto e deu o impulso para a colaboração imperialismo-sionista na criação do estado de Israel.

Achei interessante também um parte onde os nazistas falam sobre o direito deles de terem armas de fogo. Me pareceu bem “apropriado”, levando em conta a campanha para desarmar os americanos.

O poder corporativo consegue ser criticado, enquanto o patriotismo dos EUA permanece incólume. Apesar de que não haveria ainda um conflito israelense-palestino sem o apoio 60 anos de Washington para a colonização sionista da Palestina, os personagens americanos do filme estão todos convencidos de que o conflito é apenas algo de “longe” e nada tem a ver com eles.

Os Estados Unidos é apresentado como uma nação que une essas pessoas em conflito, ambos comumente fixados nos seios de Mariah Carey, enquanto ela canta o hino nacional em um jogo de Footbag entre Líbano e Israel.

Fontes:
– Fórum Anti-NOM: Significado Oculto do Filme Zohan O Agente Bom De Corte (2008)
– Directaction: Zohan messes with (and reinforces) stereotypes

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