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nov 14

[ESTUDO] Transgênicos da Monsanto Causam até Três Vezes Mais Câncer e Mortes Precoces

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Eu havia postado 2 anos atrás um estudo muito parecido sobre transgênciso e seu riscos, mas apenas agora a mídia corporativa está começando a alertar sobre o assunto.

Recomendo a leitura deste apanhado de artigos (que inclui este estudo) postado no Fórum Anti-NOM.

Abaixo o artigo que saiu no UOL:

 

Estudo compara tumor de cobaias alimentadas com milho transgênico: o risco aumentou até três vezes

Os ratos alimentados com alimentos transgênicos morrem antes e sofrem de câncer com mais frequência que os demais, destaca um estudo publicado nesta quarta-feira (19) pela revista Food and Chemical Toxicology, que considera os resultados “alarmantes”.

Os resultados são alarmantes. Observamos, por exemplo, uma mortalidade duas ou três vezes maior entre as fêmeas tratadas com organismos geneticamente modificados [transgênicos]. Há entre duas e três vezes mais tumores nos ratos tratados dos dois sexos“, explicou Gilles-Eric Seralini, professor da Universidade de Caen, que coordenou o estudo.

Para fazer a pesquisa, 200 ratos foram alimentados durante um prazo máximo de dois anos de três maneiras distintas: apenas com milho OGM NK603, com milho OGM NK603 tratado com Roundup (o herbicida mais usado no mundo) e com milho não alterado geneticamente, mas tratado com Roundup – o milho transgênico (NK603) e o herbicida são produtos do grupo americano Monsanto.

Durante o estudo, o milho integrava uma dieta equilibrada, em proporções equivalentes ao regime alimentar nos Estados Unidos.

Os resultados revelam uma mortalidade muito mais rápida e importante durante o consumo dos
dois produtos“, afirmou Seralini, cientista que integra ou integrou comissões oficiais sobre os alimentos transgênicos em 30 países. “O primeiro rato macho alimentado com transgênicos morreu um ano antes do rato indicador (que não se alimenta com transgênicos). A primeira fêmea oito meses antes. No 17º mês são observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com 11% de milho (transgênicos)“, explica o cientista.

Os tumores aparecem nos machos até 600 dias antes que nos ratos indicador (na pele e nos rins). No caso das fêmeas (tumores nas glândulas mamárias) aparecem uma média de 94 dias antes naquelas alimentadas com transgênicos.

Pela primeira vez no mundo, um transgênico e um pesticida foram estudados por seu impacto na saúde a mais longo prazo do que haviam feito até agora as agências de saúde, os governos e as indústrias“, disse o coordenador do estudo.

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Outros artigos na mídia corporativa são mais céticos em relação a este estudo.

Esta matéria na Reuter coloca em dúvida o artigo citando o porta-voz da Monsanto, que disse:

“Numerosos estudos científicos peer-reviewed realizados em culturas biotecnológicas até esta data, incluindo mais de uma centena de estudos de alimentação, têm continuamente confirmado a sua segurança (dos transgênicos), como se reflete nas respectivas avaliações de segurança das autoridades regulatórias em todo o mundo.

O título da matéia na Reuters, “Estudo mostrando preocupações sobre o milho transgênico da Monsanto levanta ceticismo“, tendencioso no mínimo, mostra muito bem o lobby gigantesco das empresas de limentos geneticamente modificdos.

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Está cada vez mais difícil esconder os efeitos nocivos dos transgênicos, e podem ter certeza que esta indústria irá tentar contra-atacar, através do seu gigantesco lobby e da manipulada mídia corporativa, qualquer estudo que mostre realidade.

Fontes:

[ESTUDO] Science Direct: Long term toxicity of a Roundup herbicide and a Roundup-tolerant genetically modified maize

Estudo na Íntegra

Forum Anti-NOM: Efeitos dos Transgênicos na Saúde

Digital Journal: Monsanto’s GM corn and weedkiller cause rats tumors and mortality

Reuters: Study on Monsanto GM corn concerns draws skepticism

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3 comentários

  1. Arnaldo Andrade

    Ainda não será este trabalho do Séralini que vai provar um eventual dano causado pela ingesta de milho transgênico. Por mais que a gente possa ser antipático à idéia de consumir organismos transgênicos uma coisa é certa – não podemos perder o rigor científico. O trabalho do Séralini, lançado com estardalhaço de filme de Hollywood há pouco menos de dois meses, é fraquíssimo. Desde o dia seguinte à sua publicação que ele foi contestado por pelo menos quatro grandes erros no protocolo experimental. O autor, notório inimigo dos transgênicos, pôs mais uma vez o apostolado ambiental na frente do rigor científico. Com prejuízo evidente para todos, tanto ambientalistas quanto pesquisadores na área dos transgênicos.

    A oposição a uma tecnologia não se faz com a publicação de trabalhos enviesados e de péssima qualidade – faz-se com muito conhecimento em genética e um trabalho minucioso na área de avaliação de risco. Eles já existem e até agora não mostraram risco. Se, notem bem, se for possível evidenciar que há um caminho entre um risco imaginário e um dano real, um novo trabalho é justificável. Sem esse caminho evidenciado, um novo trabalho com alimentação é provavelmente dinheiro jogado fora. É no estudo dos riscos que reside a questão, e não na realização de trabalhos esquisitíssimos como esse que nos apresentou o Séralini.

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    1. anom_admin

      Estas críticas ao trabalho de Serralini foram já todas rebatidas e desmistificadas. Vou localizar e postar aqui.

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  2. Arnaldo Andrade

    anom_admin – Pois é, salvo textos do Criigen (presidido pelo Séralini) e de grupos que apoiam os trabalhos bombásticos do Séralini, nenhum corpo cientítico de renome veio em defesa do trabalho desse francês espertinho. Vai ficar difícil encontrar um trabalho sério mostrando que a estatística do Séralini é boa, que sua ética no trato com os animais é adequada e que suas conclusões são sustentadas pelos seus dados. Para culminar, é provável que a revista em que o trabalho foi publicado o retire. É mais dia, menos dia.

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