«

»

nov 29

Cablegate Brasil: Veja Aqui Todos os Documentos Relacionados com o Brasil

GD Star Rating
loading...

Cablegate Brasil No primeiro dia da publicação do Cablegate fizemos uma breve descrição sobre os documentos divulgados até aquele momento. Como veremos muitas outras informações relacionadas com o Brasil nas próximas semanas, resolvi criar este post, onde irei atualizar a medida que mais informações se tornarem disponíveis.

Os documentos mostram estreita relação do Brasil com a inteligência americana, e uma grande preocupação por parte do governo americano sobre a falta de legislação anti-terrorista no Brasil. Vários dos documentos mostram como os EUA tentam usar as Olimpíadas e A Copa do Mundo para se infiltrar na infra-estrutura brasileira e impor sua paranóia anti-terrorista.

Apesar de estar publicando todos os documentos, peço muita cautela e discernimento. Estes documentos poderiam ter sido publicados propositalmente, de forma a levar adiante a agenda elitista de intervencionismo e sua falsa guerra ao terrorismo, que parece ser exatamente o que os documentos parecem mostrar. Outro objetivo seria criar desconfiança e inimizade entre todos os países.

Leia ao fim deste post minha opinião.

Sumário:
– – Documentos discutindo as ações policiais nas favelas do RIO e comparam com as estratégias usadas no Afeganistão
Brasil e EUA: troca-troca de apoios em nomeações para o IPCC
EUA pede para Brasil aceitar prisioneiros de Guantánamo e refugiados Cubanos
Uso do Apagão no Brasil como pretexto para aumentar a cooperação Brasil-USA
USA pedem para investigar ligações com atividades terroristas na tríplice fronteira
General Felix se encontra com embaixador americano e discutem sobre a cooperação entre a ABIN e a RMAS
Lobby para criar legislação contra-terrorismo no Brasil
Segundo EUA, Brasil estaria ocultando prisões de terroristas


Doc. 08BRASILIA1112 – Brasil e EUA: troca-troca de apoios em nomeações para o IPCC :

Neste documento, de Agosto de 2008, o Conselheiro para Ambiente, Ciência e Tecnologia americano se encontrou com o Conselheiro do Ministério das Relações Exteriores e Diretor da Divisão de Política Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, Andre Odenbreit Carvalho, e com o Embaixador Especial para Mudança do Clima (eu nem sabia que existia este cargo!) Sergio Barbosa Serra, onde pediram que o brasil apoiasse a nomeação americana de Christopher Field para o Co-Presidente do grupo de Trabalho II do IPCC (de estudo dos impactos, adaptação e vulnerabilidade). Após os brasileiros afirmarem que o governo brasileiro daria uma cuidadosa consideração ao pedido, Odenbreit pediu ao americano que este apoiasse Dra. Susana Kahn para o caro de Vice-presidente do Grupo III (de atenuação dos efeitos do “aquecimento global“). Ele disse ainda que o Brasil estava apoiando Thelma Krug para o cargo de Co-Presidente do Grupo de Trabalho Regional, e pediu que os EUA desse consideração a nominação


Doc. 08STATE3034 – EUA tentam usar o apagão, as Olimpíadas e a Copa do Mundo para se infiltrar na infra-estrutura brasileira e impor sua paranóia :

O recente aumento das preocupações acerca de infra-estrutura do Brasil, como resultado deste apagão, combinado com a necessidade de lidar com os desafios de infra-estrutura na preparação para a Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, apresentam oportunidades para os Estados Unidos se engajar no desenvolvimento da infra-estrutura, bem como infra-estruturas críticas proteção e segurança, e possivelmente segurança cibernética. Missão incentiva agências USG, incluindo DOD, DHS, FCC, TDA e outros, para explorar essas oportunidades no curto prazo.

O documento cita ainda que funcionários do governo, estavam suspeitando que interesses do setor privado dos EUA poderiam ter causado os apagões a fim de obter maior acesso comercial à rede, especialmente por causa do programa “60 Minutos”, veiculado dias antes do evento e que sugeriria vulnerabilidades no sistema elétrico brasileiro.

Por isso, a missão americana já está coordenando a ampliação de pessoal, estrutura e recursos, com suas agências em Brasília e no Rio de Janeiro – o que seria necessário para gerenciar o envolvimento dos EUA nos Jogos. “Já existem oportunidades para o governo americano para buscar colaboração em função dos Jogos, incluindo aumentar a cooperação e a expertise brasileira em anti-terrorismo“, finaliza o telegrama.

É clara a intenção de impor também no Brasil a paranóia anti-terrorista e a sua falsa guerra ao terrorismo que os EUA vem usando como pretexto para invasões e guerras desde o 11 de setembro.


Doc. 08STATE3034 – Al-Quaeda na tríplice fronteira com o Brasil: um dos cabos publicados mostra como em 2008 Washington ordenou a seus diplomatas em Assunção (Paraguai), para que investigassem a possível presença da Al-Qaeda em uma zona de fronteira entre Paraguai, Argentina e Brasil. Este documento solicitava informações sobre grupos terroristas e simpatizantes, incluindo a Al-Qaeda e outros grupos militantes islâmicos como o egipcio Jamaa Islamiya, o Hamas, que governa a Faixa de Gaza, e o Hezbollah do Líbano.


Doc. 05BRASILIA1207 – General Felix se encontra com embaixador americano e discutem sobre a cooperação entre a ABIN e a RMAS:

Segundo o relatório enviado a Washington (See cable 05BRASILIA1207), Felix teria dito que é importante que as operações de contraterrorismo sejam ‘maquiadas’ da maneira apropriada para não afetar negativamente a “orgulhosa” e “bem-sucedida” comunidade árabe no Brasil.

Pouco antes, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional havia agradecido entusiasmadamente o apoio dos americanos através do RMAS – Regional Movement Alert System, um sistema que detecta passaportes inválidos, perdidos ou falsificados. A partir de informações do RMAS, a ABIN e a PF estariam monitorando “indivíduos de interesse” no país.

Além das operações conjuntas conosco, o governo brasileiro também está pedindo que filhos de árabes, muitos deles empresários de sucesso, vigiem árabes que possam ser influenciados por extremistas ou grupos terroristas“, diz o relato. Para Félix, é de total interesse da comunidade “manter potenciais extremistas na linha”, evitando assim chamar a atenção mundial para os árabes brasileiros.


Doc. 09BRASILIA1540 e 08BRASILIA504 – Preocupação pela falta de legislação anti-terrorismo no Brasil
Nestes  dois documentos vemos uma crescente preocupação do governo americano com a falta de uma legislação anti-terrorismo no Brasil. De acordo com o sumário do documento de 2008:

Em novembro do ano passado, o Governo do Brasil anunciou que estava retrocedendo em seu esforço para apresentar uma legislação anti-terrorismo depois de um esforço de longos anos de um grupo de trabalho dentro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), para coordenar a elaboração da iniciativa dentro do governo. Apesar de que hoje procuram diminuir a importância de ter essa legislação, antes da reversão funcionários alegaram que a legislação anti-terrorista era necessária para melhorar o seu regime jurídico – que atualmente não trata de atividades terroristas, financiamento do terrorismo, ou o apoio ao terrorismo como crimes. Algumas notícias têm sugerido que o poderoso chefe de gabinete do presidente Lula anulou a legislação proposta, que havia sido atacado por alguns ativistas sociais e grupos de defesa, que temiam que a legislação poderia ser usado contra eles, e comparou-a com a repressão da era militar. Os meios de comunicação e o silêncio político após a reversão do governo expôs um vácuo em matérias relacionadas com o terrorismo entre as elites, cujo apoio seria necessário para superar a resistência. Como resultado, nossos esforços para colocar esta legislação novamente na agenda do Brasil será uma batalha árdua.

A maioria dos legisladores e público em geral ainda são adeptos da mentalidade do “isso não pode acontecer aqui”, pois eles não têm qualquer idéia de táticas terroristas, o conceito de redes de apoio,… Segundo ele, o único fator que poderia mudar essa indiferença é uma outra onda de violência como a desencadeada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo em 2006 (ref D). O terrorismo perpetrado por extremistas islâmicos é muito remoto para os brasileiros se preocuparem. A única maneira que eles vão se mover, acrescentou, é quando o problema os afetar de forma diária.

Diante da situação atual no Rio de Janeiro, seria esta onda de violência no Rio parte de um movimento para ganhar apoio para uma nova lei-anti-terrorismo no Brasil? Seria a onda de violência no Rio um Ataque de Falsa Bandeira?

Outro documento publicado pelo WikiLeaks traz a mais recente avaliação da política brasileira de combate ao terrorismo, de 31 de dezembro de 2009 (Cable 09BRASILIA1540). Nele, a Ministra Conselheira da Embaixada Lisa Kubiske reitera a existência de “dois discursos separados” no Brasil: enquanto o governo nega, a polícia monitora e colabora em operações de contraterrorismo. Ela cita como exemplo a prisão, em maio daquele ano, de um integrante da Al Qaeda.

A prisão foi feita pela PF em São Paulo durante uma pretensa investigação sobre células nazistas. O libanês, conhecido como “senhor K”, foi preso sob acusação de racismo. Para a PF, ele coordenava uma célula de comunicação e recrutamento da Al Qaeda em São Paulo.


Doc. 08BRASILIA43 – Brasil oculta prisões de terroristas: O governo brasileiro disfarça a existência e a prisão de pessoas ligadas ao terrorismo, de acordo com textos enviados pelo então embaixador americano no Brasil em 2008. Segundo o documento, “o governo brasileiro é um parceiro de cooperação no combate ao terrorismo e actividades relacionados com o terrorismo no Brasil […] No entanto, os mais altos níveis do governo brasileiro, particularmente o Ministério das Relações Exteriores, são extremamente sensíveis a quaisquer créditos públicos de que terroristas têm presença no Brasil – seja para arrecadar fundos, organizar a logística, ou mesmo trânsito no país – e vai vigorosamente rejeitar quaisquer declarações implicando o contrário”.

Doc. 08BRASILIA43 – Governo Brasileiro com relações estreitas com as agências de inteligência dos EUA
As forças de segurança brasileira cooperam estreitamente com a inteligência dos EUA e as agências de segurança no combate ao terrorismo no país, apesar dos desmentidos do governo brasileiro.

Segundo um telegrama secreto enviado para Washington em janeiro de 2008 pelo embaixador dos EUA Clifford Sobel, a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência ABIN monitoraram suspeitos terroristas e prenderam alguns deles, utilizando outras acusações:

“A Polícia Federal, muitas vezes, prende pessoas com ligações ao terrorismo, mas nunca usa acusações de terrorismopara evitar chamar atenção da mídia e dos altos escalões do governo. Durante o ano passado a Polícia Federal prendeu várias pessoas envolvidas em atividades suspeitas de financiamento ao terrorismo, mas os deteve sob acusações de tráfico de narcóticos e contrabando.”.

O governo brasileiro nega a existência de operações contra o terrorismo no país.

Doc 09MOSCOW111 – Ahmadinejad disse ao Ministro do Exterior da Rússia: “Iran não está fazendo nada diferente do Brasil“.

Em uma conversa do Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, com o embaixador americano em Moscou, Lavrov conta o que ouviu de Ahmadinejad:

Lavrov elogiou a nova abordagem dos EUA para o Irã, acolhendo a disponibilidade do presidente Barack Obama para envolver os EUA “plenamente” nas negociações com o Iran. A disposição de discutir “todas” as questões foi um passo positivo, um passo que a Rússia vinha defendendo há vários anos, disse Lavrov. Iran exercia uma grande influência na região, inclusive no Afeganistão, Iraque, Hezbollah, Hamas, em Gaza, etc. Iran por muito tempo vem se preocupando com Israel, e viu o Paquistão como um concorrente de armas nucleares. Putin perguntou à Ahmadinejad durante uma reunião em Teerã, alguns anos antes, por que ele fez tais declarações anti-israelenses, mas Ahmadinejad não respondou, dizendo apenas que o Iran “não estava fazendo nada na esfera nuclear diferente do Brasil.” Putin respondeu que o Brasil não estava no Oriente Médio.

Doc 09BRASILIA34 / Doc 09BRASILIA35 (Confidencial) – EUA criticam Plano Nacional de Defesa, mas vêem oportunidade”.

São Paulo, Brasil – Na avaliação do ex-embaixador americano, o Plano Nacional de Defesa anunciado em dezembro de 2008 pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva não é dos melhores. Na verdade, nem é bem um plano de defesa.

Segundo telegramas enviadas a Washington por Cliford Sobel, não se trata de uma estratégia, mas de “um conjunto de ideias” sobre o papel dos militares no desenvolvimento do país, que nem explica como será executado ou de onde virá o dinheiro.

“Ainda não está certo quantas das recomendações vão ser implementadas”, descreve o ex-embaixador Clifford Sobel em um telegrama enviado no dia 9 de janeiro de 2009.

“Independência” – entre aspas – é na visão de Clifford Sobel uma palavra-chave do PND. Isso significa que o Brasil quer controlar a produção de armamentos e só deve fazer alianças com países que queiram transferir tecnologia.

Mas, no caso da compra dos caças, pelo número relativamente pequeno, ele acha que “não faz sentido economicamente”. E, alfinetando o então Ministro do Planejamento Mangabeira Unger, afirma que ele “dá mais importância à “independência” do que à capabilidade militar ou ao uso eficiente de recursos”.

O relato destaca também o interesse do Brasil em controlar tecnologia nos setores espacial, cibernético e nuclear. Mas critica a prioridade à indústria de defesa nacional, vista como “não competitiva”.

Segundo o plano, “o uso eficiente de recursos e o emprego de capabilidades militares eficazes são menos importantes do que estimular a indústria de defesa nacional, vista com otimismo como tendo tendo potencial exportador”.

Paranóia e socialismo

Quanto à proteção da Amazônia, o diplomata nota que o PND indulge “na tradicional paranóia brasileira” sobre atividades de ONGs e outras organizações estrangeiras, “percebidas como ameaças potenciais à soberania”.

Sobel também é um crítico do que considera o mito da segurança às reservas de petróleo do pré-sal.

“Não há nenhuma ameaça às reservas de petróleo brasileiras, mas os líderes brasileiros e a mídia têm citado as descobertas de petróleo no mar como razão urgente para melhorar a segurança marítima. Essa preocupação se fundiu à busca de duas décadas do Brasil por desenvolver um submarino nuclear, dando um novo ímpeto à pesquisa sobre um pequeno reator para propulsão naval”.

Para ele, o submarino nuclear – cuja construção foi anunciada em 2008, em parceria com a França – não passa de um “elefante branco”.

Sobel diz que o PND “não é uma estratégia de defesa per se”. “É um conjunto de ideias sobre como as forças militares no Brasil, a indústria de defesa e o serviço militar podem contribuir com o objetivo do desenvolvimento”.

A maior crítica ao plano é que ele não prevê recursos extras para a compra de equipamento necessários para modernizar as forças. A embaixada fez as contas, e faltam recursos.

Também critica o uso do serviço militar como meio de engajar e beneficiar a sociedade, o que na sua opinião reduz a eficácia e o profissionalismo, além de desviar recursos que deveriam ir para modernização.

“A formação socialista do PT do presidente Lula é evidente nos esforços de engenharia social através de serviço militar obrigatório, em prejuízo de uma defesa mais eficaz”, avaliar.

Sobel encerra o documento questionando se o projeto vai sair do papel: “como muitas das recomendações não são concretas e precisariam de mais ação para desenvolver, resta ver quantas serão implementadas”.

Oportunidades

Apesar dos problemas apontados pela embaixada, o novo PND apresenta boas oportunidades para os EUA, em especial em novas tecnologias para monitoramento da região norte.

“Esses plano cria oportunidades para empresas americanas estabelecerem parcerias e para as forças armadas se engajarem em cooperação enquanto as forças militares brasileiras buscam se moderizar”.

Quanto à visão estratégica, Sobel detalha em oturo telegrama, enviado às 17:09 do mesmo dia que os EUA apreciam a ideia de uma força militar mais forte – e com maior possibiliade de ser uma boa aliada. Ou seja, se vier a ser implementado, o PND será bom para os EUA.

“Depois de mais de vinte anos fora do espectro pollítico e vinte anos com poucos recursos, os militares brasileiros estão agora pressionando pela sua modernização. À medida que fazem isso, oportunidades vão surgir para melhorar a nossa parceria em segurança”, diz o telegrama. “Uma força militar mais capaz e com maior empregabilidade pode apoiar os interesses dos EUA ao exportar estabilidade à América Latina e estar disponível para operações de manutenção de paz em outros lugares”.

Doc 09BRASILIA1383 / Doc 09BRASILIA1439 – Apagão – De olho nas Olimpíadas, US faz lobby e amplia presença no país”.

Os documentos acima citados ainda não foram liberados, o texto abaixo foi disponibilizado no site do wikileaks.

São Paulo, Brasil – Telegramas enviados pela embaixada americana em Brasília e publicados pelo Wikileaks revelam que EUA estão preocupados com a segurança da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil – e querem lucrar com isso.

Mesmo antes da escolha do país como sede das Olimpíadas, a seguraça dos jogos já eram um dos principais temas na pauta de reuniões bilaterias entre diplomatas e militares. Os EUA buscam cooperação militar, oportunidades comerciais e já preparam um aumento do seu pessoal no país.

O apagão que deixou no escuro 18 estados brasileiros em 10 de novembro de 2009 ofereceu, nas palavras da conselheira para assuntos administrativos da embaixada, uma “excelente ocasião” para tratar do assunto.

“A preocupação, recentemente ampliada, com a infraestrutura brasileira depoois do blackout, aliada à necessidade de resolver desafios de infraestrutura na contagem regressiva para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, apresentam uma oportunidade para os EUA se envolverem em desenvolvimento de infrastrutura e também na proteção de infraestrutura crítica e segurança cibernética”, escreveu Cherie Jackson num telegrama a Washington.

O documento traz uma análise sobre o apagão , incluindo detalhes técnicos obtidos em conversas com membros do governo como Plínio de Oliveira, presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico e o chefe de governo do Ministério de Minas e Energia José Coimbra.

Jackson acreidta que, embora a segurança física das instalações nunca tenha sido prioridade no Brasil, o foco deve ser cada vez maior à medida que se aproximam os jogos. Segundo ela, autoridades barsileiras “admitem a possibilidade de um ataque” e estariam identificando as principais instalações que precisam ser protegidas.

“O Brasil pode estar aberto a buscar cooperação em proteção crítica de insfraestrutura”, diz ela.

Assim, Cherie Jackson faz um apelo para que diversos setores do governo dos EUA explorem as oportunidades a médio prazo no país.

Além dos americanos, o governo islaense também ofereceu apoio na coordenação das olimpíadas. Em 11 de novembro de 2009, o presidente de Israel Shimon Peres liderou uma comitiva de 40 empresas israelenses ao Rio de Janeiro.

“Da mesma forma que fizemos com as Olimpíadas da Grécia e na China, estamos oferecendo tecnologias especiais de comunicação e segurança”, disse ele durante a visita.

O futuro é hoje

Em 24 de dezembro de 2009, Departamento de Defesa americano recebeu um detalhado relatório intitulado “Olimpíadas do Rio – O Futuro é Hoje”. O telegrama, assinado pela Ministra Conselheira da Embaixada Lisa Kubiske – que permanece no cargo mesmo depois da troca de embaixadores este ano – aponta oportunidades comerciais e militares.

“O governo brasileiro compreende que enfrenta desafios críticos na preparação dos Jogos de 2016 e demonstrou grande abertura em áreas como compartilhamento de informações a cooperação com o governo dos Estados Unidos – chegando até a admitir que poderia haver a possibilidade de ameaças terroristas”, diz o documento. A admissão, “pouco usual” para um “governo que oficialmente acredita que não existe terrorismo no Barsil”, foi feita pelo assessor do Ministério de Relações Exteriores Marcos Pinta Gama. Ela prossegue: “além de preparar as oportunidades comerciais que os jogos vão oferecer às empresas americanas, o governo dos EUA deveria se aproveitar do interesse do Brasil no sucesso olímpico para progredir na cooperação bilateral em segurança e troca de informações”.

Jeito brasileiro

Kubiske reclama, no entanto, de muitas promessas e pouco planejamento e ação. Por exemoplo, o presidente Lula prometeu entradas grátis para estudantes e trabalhadores de outros países, mas não pensou em como fazeer isso.

Além disso, diz ela, tentativas dos EUA e do Reino Unido – que sediará as olimpíadas de 2012 – de entrar em contato com o Ministério dos Esportes não foram bem-sucedidas.

“Articular os objetivos mais amplos e deixar os detalhes para o último minuto pode ser o jeito tipicamente brasileiro, mas pode gerar problemas”, comenta Kubiske.

“Os atrasos que esperamos do governo brasileiro em planejar e executar os trabalhos de preparação para uma Copa do Mundo e Olimpíadas bem-sucedidas com certeza vão gerar um ônus maior para o governo americano poder garantir que os padrões necessários serão alcançados”.

Por isso, a missão americana já está coordenando a ampliação de pessoal, estrutura e recursos, com suas agências em Brasília e no Rio de Janeiro – o que seria necessário para gerenciar o envolvimento dos EUA nos Jogos. “Já existem oportunidades para o governo americano para buscar colaboração em função dos Jogos, incluindo aumentar a cooperação e a expertise brasileira em contraterrorismo”, finaliza o telegrama.

Quando o Brasil foi escolhido para ser sede de ambos os jogos olímpicos e a copa do mundo, eu já tinha a suspeita de que eles seriam utilizados como pretexto para criar a ameaça de terrorismo no Brasil. Vemos que os EUA estão bastante adiantados em sua oferta de “colaboração” anti-terrorismo.

Doc 05BRASILIA1396 / Doc 05BRASILIA2767 / Doc 09BRASILIA1276 -EUA pede para Brasil aceitar prisioneiros de Guantánamo e refugiados Cubanos.

Como muitos países, o Brasil também foi procurado pelos EUA para receber prisioneiros de Guantánamo, mas recusou a oferta. É o que mostra um documento enviado a Washington em 17 de outubro de 2005 pelo então embaixador em Brasília, John Danilovitch.

Segundo o documento confidencial, os EUA “discutiram o reassentamento de prisioneiros de Guantánamo em diversas ocasiões e em diferentes níveis, incluindo (o subsecretário americano para Assuntos Políticos) Marc Grossman, desde 2003”.

O telegrama descreve a tentativa frustrada de conseguir que o Brasil aceitasse como refugiados prisioneiros uigures, de origem chinesa.

Desde 2002, foram presos em Guantánamo 22 uigures – minoria muçulmana de língua turca do noroeste da China. Eles não podiam repressar à China por receio de que viessem a ser mortos ou torturados.

Em Brasília, a embaixada falou com Márcia Ramos, do departamento de direitos humanos do Ministério de Relações Exteriores (MRE).

“Ramos disse ao nosso assessor político que o governo brasileiro não pode aceitar imigrantes de Guantánamo porque é ilegal designar como refugiado alguém que não está em solo brasileiro. De acordo com o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), o status de refugiado no Brasil para quem pede do exterior geralmente não é atendido até que ele receba status de refugiado no país onde está (no caso, os EUA)”, explica o documento.

O Itamaraty argumentou que os uigures não se encaixam nessa categora porque o governo americano não os reconhecia formalmente como refugiados.

Danilovitch termina o telegrama dizendo que “não parece que o governo brasileiro vai aceitar os prisioneiros uigures se eles não receberem status de refugiados dos EUA. E mesmo se receberem, esperamos que os brasileiros argumentem que eles deveriam então ser reassentados nos EUA”.

Os EUA procuraram diversos países para pedir que recebessem prisioneiros de Guantánamo, incluindo Bélgica, Kwait, Eslovênia e Iêmen, conforme mostram diversos documentos publicados pelo WikiLeaks nos últimos dias.

Refugiados cubanos

Outros dois telegramas obtidos pelo WikiLeaks mostram que o Itamaraty manteve o mesmo discurso quando procurado para receber cubanos que fugiram do regime de Fidel Castro.

Em maio de 2005, o Brasil recusou dar status de refugiados para cubanos e haitianos que fugiram para a Baía de Guantánamo, controlada pelos EUA.

Na ocasião, a embaixada procurou os departamentos de organizações internacionais e o de direitos humanos do MRE. Também falou com o representante da agência da ONU para refugiados, Luis Varese.

Os Estados Unidos até se ofereceram para custear a visita de oficiais brasileiros a Guantánamo para verificar de perto a situação. Mas ouviu que a proximidade com o regime cubano seria um grande empecilho.

“A diretora do departamento de direitos humanos Márcia Ramos disse que a relação próxima do governo brasileiro com o cubano faria com que fosse impossível aceitar os refugiados”, diz o relato.

Perguntada se o Brasil aceitaria imigrantes do Haiti, ela respondeu que não poderiam aceitar nenhum imigrante de Guantánamo.

Já Varese explicou que a posição do CONARE era a mesma – o Brasil só aceitaria refugiados que já tivessem este status no país onde estão vivendo – e não mudaria no futuro.

Em 2009, já sob o governo de Barack Obama, a embaixada voltou à carga. Contactou Gilda Mattos Santos Neves, chefe do departamento da ONU do MRE, que deu a mesma explicação das tentativas anteriores.

“Neves não levantou nenhuma questão política ou diplomática sobre o reassentamento de cubanos no Brasil”, relatou a Ministra Conselheira da embaixada Lisa Kubiske em um telegrama não classificado em 30 de outubro de 2009.

Doc 09RIODEJANEIRO365 / Doc 09RIODEJANEIRO329 / Doc 09RIODEJANEIRO357 – Documentos discutindo as ações policiais nas favelas do RIO, comparam com as estratégias usadas no Afeganistão e já planejavam a invasão da Favela do Alemão

Em telegrama enviado a Washington em novembro de 2009, o cônsul geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, Dennis Hearne, conta o Superintendente de Planejamento Operacional do Estado do Rio, o delegado Roberto Alzir, explicou que a ideia é “priorizar favelas adjacentes a áreas repletas de turistas”.

Em outro documento diplomático, de 22 de setembro de 2009, o cônsul contava ao Departamento de Estado americano que a intenção das autoridades no Rio de Janeiro era invadir o Complexo do Alemão no início de 2010 – e não no fim do ano como acabou ocorrendo.

“Dado que qualquer operação policial no Complexo do Alemão poderia ser ‘traumático’ em termos de escalada de violência, entretanto, é improvável que o aparato de segurança do Rio estaria preparado para lançar uma operação no Complexo do Alemão antes dos feriados de dezembro ou das festas de Carnaval, em fevereiro”, explica o documento diplomático de 2009.

A associação da violência nas favelas à guerra aparece ainda em outro telegrama de Hearne. Ele conta o encontro com um integrante do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) que relata a adoção de medidas comuns às zonas de guerra: usar carros bem identificados, tentar estabelecer áreas seguras para tratar os feridos e entregar suprimentos à população isolada pelo confronto. “(O funcionário) fez uma defesa convincente de que a contínua violência nas favelas constitui, para todos os propósitos práticos, a explosão de “um conflito interno armado””, informa Hearne no despacho “Guerra sob um outro nome: o conflito interno armado do Rio”, de 3 de novembro de 2009. “Ele disse que nunca adotaria essa posição publicamente, devido às sensibilidades brasileiras”.

——————————-

Update:

Como os meus caros leitores abaixo, eu tenho minhas suspeitas em relação ao wikileaks. Primeiro porque conseguiu com que grandes veículos de mídia cooperassem e compartilhassem as informações, e claro, pela declaração do Assange sobre o 11 de setembro. Mais precisamente Assange disse ao jornal Belfast Telegraph:

“Eu acredito em fatos sobre conspirações”, diz Assange, escolhendo as palavras lentamente. “Sempre que as pessoas com poder planejam em segredo, eles estão realizando uma conspiração. Portanto, há conspirações em toda parte. Há também teorias de conspiração malucas. É importante não confundir as duas. Geralmente, quando há fatos suficientes sobre uma conspiração simplesmente a chamamos de notícia. “E sobre 11 de setembro? “Eu fico constantemente incomodado pelo fato das pessoas serem distraídas por conspirações falsas como o 11 de setembro, enquanto o tempo todo nós fornecemos evidências de conspirações reais, para a guerra ou fraude financeira em massa”. E sobre a conferência de Bilderberg? “Isso é vagamente conspiratório, em um sentido de rede. Nós publicamos as notas das reuniões.”

Por um lado eu entendo que ele queira se preservar e não ser associado diretamente ao movimento “911 truthers”, pois iria certamente criar pretexto para a mídia desacreditar o wikileaks. Por outro lado ele não precisava chamar de conspirações malucas.

Temos que ver o que será publicado nas próximas semanas e meses e veremos quem será beneficiado com estas revelações. Os grandes veículos da mídia estão focando nos documentos sobre o Iran, a China e a Coreia do Norte, que dão suporte a ações militares contra aqueles países. Sobre o Brasil, vemos claramente que os documentos tentam revelar a presença de terroristas ou suporte a terroristas no Brasil, além de reclamar da falta de legislação anti-terrorismo no país. Nós sabemos muito bem quem está por trás do terrorismo, supostamente islâmico, no mundo inteiro: a CIA, FBI e seus comparsas, utilizando pessoas facilmente manipuláveis para agir sob o pretexto do radicalismo islâmico. Me preocupa que estes documentos acabem por iniciar um movimento anti-islâmico no país e a criação de leis anti-terrorismo, as quais sabemos muito bem contra quem seriam utilizadas no fim das contas: nós mesmos.

Por outro lado, foi um agradável surpresa ver que o Brasil, com exceção de poucas autoridades, não estavam abaixando a cabeça para os EUA e sua falsa guerra contra o terrorismo.

Eu sugiro que esperemos um pouco mais e vamos analisando as informações que surgirem, antes de refutar ou ignorar as informações contidas nestes documentos.

Wanted by the CIA: Julian Assange – Wikileaks founder

Cablegate Brasil: Veja Aqui Todos os Documentos Relacionados com o Brasil, 8.5 out of 10 based on 2 ratings

Artigos relacionados:

4 comentários

10 menções

Pular para o formulário de comentário

  1. Adriano

    Estou acompanhando seu blog, e sobre as notícias dos cablegates.

    Quero saber mais sobre o que tem em relação ao Brasil.

    Estarei de olho.

    Parabéns pelo blog.

    Gostei or Não: Positivo 0 Negativo 0

  2. Ygor

    Confesso!
    Fico um tanto surpreso quando deparo-me com um “Site revolucioánrio” que desencadeie um “ideologia massiva de confissões anônimas”.
    Não gosto de ceticismo,por isso fico surpreso quando Assange fala sobre “teorias malucas” é que isso é perca de tempo,mas fica a questão:
    O ser humano vive trancafiado no pensamento do poder insano,principalmente a elite,poderei eu deixar de analisar questões como
    New Order World ou Bilderberg,se quando saio de casa noto que não sou que eu queria ser por causa do capitalismo selvagem que me cerca todos os dias? é o entretenimento vazio? a mídia que se faz de cega enquanto os bancários Judeus,Árabes massacram-nos com seus juros mirabolantes?
    A guerra que acontece rende bilhões a bancários, multi nacionais,este genocídio dizima aquilo que determinamos como o “mal”,mas o que vem a ser o mal o bem,verdadeiro e o falso,se nem mesmo podemos confiar em nossa própria moral que nos rodeia!
    Em suma,é sempre aquela velha história,”O Brasil não se mete em assunto exteriores,ele é imparcial,tem energia somente para fins pacíficos”, (risos),quanta mentira nos cerca,até parece que um país emergente não tem pelo menos uma pequena “base” de apoio aos interesses tecnológicos e financeiros.
    Como disse anteriormente não podemos ser céticos,Wikileaks tem relatos muito forte de fontes “desconhecidas” mas que não deixa de contribuir para uma visão maior do mundo capitalista,assim como outros que também fazem ótimas contestações como o Zeitgeist e outros.
    *Adorei o site ANTI NOVA ORDEM MUNDIAL,simples,eficaz e consiste em mostrar assuntos do nosso cotidiano que vemos mas não observamos.

    Gostei or Não: Positivo 0 Negativo 0

  3. Bruno

    Isso é piada a polícia federal não age assim, o inquérito policial fica sob os olhos de um Juiz Federal e de um Procurador da República, sem contar que o acusado pode recorrer ao tribunal competente em caso de alguma ilegalidade não vericada no juizo “ad quo” e é muito improvavel que um delegado federal se arriscaria forjando falsas prisões haja vista que não estaria ganhando nada e um criminoso com bom antecedentes e primário estaria nas ruas em pouco tempo. Então pensem um pouco!!

    Gostei or Não: Positivo 0 Negativo 0

  4. anonimo

    Ainda tem duvida que isso tudo é planejado?

    Uma das provas disso é que AL QAEDA não existe, nunca existiu, isso está mais do que provado!

    Gostei or Não: Positivo 0 Negativo 0

  1. Tweets that mention Cablegate Brasil: Veja Aqui Todos os Documentos Relacionados com o Brasil | Blog Anti Nova Ordem Mundial -- Topsy.com

    […] This post was mentioned on Twitter by anovaordemmundial, anovaordemmundial. anovaordemmundial said: Cablegate Brasil: Veja Aqui Todos os Documentos Relacionados com o Brasil | Blog Anti Nova Ordem Mundial http://t.co/WbKTHVD […]

    Gostei or Não: Positivo 0 Negativo 0

  2. Cablegate Brasil: Veja Aqui Todos os Documentos Relacionados com o … | Veja, Brasil

    […] Go here to read the rest: Cablegate Brasil: Veja Aqui Todos os Documentos Relacionados com o … […]

    Gostei or Não: Positivo 0 Negativo 0

  3. Cablegate Brasil: Veja Aqui Todos os Documentos Relacionados com o … | Veja, Brasil

    […] more here: Cablegate Brasil: Veja Aqui Todos os Documentos Relacionados com o … Tweet This Post brasileira, clifford, Comentário, embaixador-dos, eua, prenderam-alguns, […]

    Gostei or Não: Positivo 0 Negativo 0

  4. Cablegate Brasil: Veja Aqui Todos os Documentos Relacionados com o … | Veja, Brasil

    […] the article here: Cablegate Brasil: Veja Aqui Todos os Documentos Relacionados com o … Tweet This […]

    Gostei or Não: Positivo 0 Negativo 0

  5. O que é isso wikileaks? « País da Elite News: Diário do Caos (bloglink)

    […] contra aqueles países. Sobre o Brasil, vemos claramente que os documentos tentam sugerir a presença de terroristas ou suporte a terroristas no Brasil, além de reclamar da falta de legislação anti-terrorismo no país. Nós sabemos muito bem quem […]

    Gostei or Não: Positivo 0 Negativo 0

  6. Julian Assange do Wikileaks: “Falsas Teorias de Conspiração Sobre o 11 de Setembro” « Realidade no Mundo

    […] contra aqueles países. Sobre o Brasil, vemos claramente que os documentos tentam sugerir a presença de terroristas ou suporte a terroristas no Brasil, além de reclamar da falta de legislação anti-terrorismo no país. Nós sabemos muito bem quem […]

    Gostei or Não: Positivo 0 Negativo 0

  7. Julian Assange do Wikileaks: “Falsas Teorias de Conspiração Sobre o 11 de Setembro” « Acredite Aconteceu

    […] contra aqueles países. Sobre o Brasil, vemos claramente que os documentos tentam sugerir a presença de terroristas ou suporte a terroristas no Brasil, além de reclamar da falta de legislação anti-terrorismo no país. Nós sabemos muito bem quem […]

    Gostei or Não: Positivo 0 Negativo 0

  8. Fundador do wikileaks nao acredita em conspiracao no 11 de setembro « In Orbt

    […] contra aqueles países. Sobre o Brasil, vemos claramente que os documentos tentam sugerir a presença de terroristas ou suporte a terroristas no Brasil, além de reclamar da falta de legislação anti-terrorismo no país. Nós sabemos muito bem quem […]

    Gostei or Não: Positivo 0 Negativo 0

  9. Cablegate Brasil: Veja Aqui Todos os Documentos Relacionados com o Brasil « Acredite Aconteceu

    […] usadas no Afeganistão – Brasil e EUA: troca-troca de apoios em nomeações para o IPCC – EUA pede para Brasil aceitar prisioneiros de Guantánamo e refugiados Cubanos – Uso do Apagão no Brasil como pretexto para aumentar a cooperação Brasil-USA – USA pedem para […]

    Gostei or Não: Positivo 0 Negativo 0

  10. Cablegate Brasil: Veja Aqui Todos os Documentos Relacionados com o Brasil « Acredite Aconteceu

    […] ao fim deste post minha […]

    Gostei or Não: Positivo 0 Negativo 0

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>