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nov 13

Palestina: Paraíso de escombros

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por “Homem Risonho”


“Imagine agora se fosse convocado pelo exercito para ir até um país combater um grande mau? Você e mais alguns amigos e amigas de escola estão equipados com as melhores armas e bebendo um refrigerante, estão todos empolgados com esta idéia, seu pensamento é de que a coisa que você acompanhou nos jornais é muito maior”.

“No primeiro dia de invasão neste país, você está em um tanque e dispara um projétil que derruba um prédio e a mesma seqüência é seguida pelos seus milhares de companheiros, exatamente a idéia é tirar o grosso primeiro”

“Um mês depois você está caçando membros de alguma possível milícia armada entre as ruas, e está de noite o calor chega a incomodar por causa do equipamento, ao ver algo se mexendo você dispara com seu rifle e ao se aproximar percebe que era apenas um cachorro quê estava fazendo graça para o seu dono”.

“Com o passar das semanas ninguém consegue encontrar nenhuma milícia armada, mas o número de civis presos e torturados é grande, mas por algum milagre sua sanidade está estável o bastante para perceber que os seus amigos estão perdendo a senso da moralidade”.


“Em uma invasão a uma casa que possivelmente estava suspeita de haver algum grupo daquelas pessoas más, só estava uma família jantando, mas seus amigos deliberadamente espancam o pai, a mãe e as filhas ao ponto de deixarem-nos inconscientes, a criança mais nova desta família se revolta e joga uma xícara em direção ao rosto de um companheiro seu, ele fica irritado e aponta a arma em direção à cabeça dela, o que você faria?”

“No outro dia houve uma explosão de granada em uma casa e você sozinho teria que inspeciona-la para encontrar alguém vivo. Ao vasculhar entre os cômodos ouve-se uma respiração forte, ao se aproximar você vê um homem sem os braços e todo ensangüentado, ele tem forças suficientes para falar e consegue conversar no seu idioma e lhe pergunta por que estão fazendo isso?”

“Você então percebe que todos os dias são iguais, mais e mais pessoas morrem, mas nada dos tais terroristas aparecerem, seus amigos se resumiram a serem apenas animais e antes de tudo isso começar, todos eles eram pessoas de bem, que tinham sonhos de casar e ter uma profissão”.

“Um belo dia você então entende que suas mãos estão manchadas de sangue e então questiona quem está por trás disso tudo e percebe finalmente duas coisas, que aquela guerra nunca foi sua e que você é o grande mau”.

  • Vilões de guerra

Com cólera, com ódio e com autêntica ferocidade, sem retroceder diante do fogo da artilharia dirigida contra eles, milhares de adolescentes atiravam pedras contras os ocupantes israelenses. Era algo mais que uma agitação popular. Era o principio de uma revolta popular. (Los Angeles Times 20/12/1987).

Esta foi à descrição de Hirsh Goodman, correspondente do Jerusalem Post para o levante da juventude palestina da Cisjordânia e de Gaza em meados de dezembro de 1987.

Com esta pequena introdução podemos entender de forma mais ampla os dois lados de uma guerra, e mostrar o preço que se paga em consciência. Percebemos aqui com está reflexão que esta guerra não é minha e nem sua, você é apenas um soldado doutrinado a uma cultura que nega a identidade e valor humano do que lhe ensinaram ser o mau.

Mas de alguma forma essa doutrina conflitou com a moral que está bem arraigada e fez com que você parasse para refletir sobre o que está acontecendo, mas então te pergunto de quem é está guerra?

Muitos diriam que esta guerra é forjada pelos americanos e ingleses devido a sua boa fama de ambiciosos, consumidores e colonialistas, devido ao contexto histórico e vem a questão de usurpar o petróleo do oriente médio que é muito válida, mas estes interesses são de fato evidentes ao analisarmos o que está acontecendo no Iraque e no Afeganistão, mas e com relação à Palestina que vem sendo massacrada desde muito tempo pelos exércitos israelenses?

Nunca paramos para pensar do porque está acontecendo àquela guerra, quando vamos além para tal, apenas levamos em conta o contexto bíblico e histórico sobre uma antiga rivalidade descabida entre eles e os árabes, se pensarmos pelo contexto histórico não há como não pensar no bíblico, pois ambos caminham lado a lado então não haveria razão por uma tomada tão violenta ao ponto de com certo sadismo termos relatos de torturas, estupros, prisões sem motivos válidos e condições subumanas tanto para homens, mulheres, crianças e idosos. Logo esse é um mito sem sentido de que lá seria a terra dos antepassados judeus que são descendentes dos hebreus, o que em si não só é uma piada por ser um argumento mitológico, como por não conferir com a própria história de um povo altamente mestiço como o são os judeus.

Judeus ahkenazin, por exemplo, cosacos russos convertidos ao judaísmo no 8ª século depois de cristo por decreto do Czar. Que antepassado esse povo teria tido na Palestina? Seus antepassados estão bem enterrados no leste-europeu. Nem ao menos as origens étnicas servem como argumentos para o que pretenderam e concretizaram.

Mas será que são os judeus os responsáveis por este massacre que perdura desde a criação do estado de Israel? Alguma vez já paramos para pensar que judeus e árabes mulçumanos sempre viveram lado a lado ao longo das eras? Mesmo se pensarmos em muitos de nós que somos cristãos e que historicamente somos os responsáveis pelas cruzadas, a santa inquisição e o apoio do Papa Pio XII a Hitler, nunca impediu de termos um convívio pacífico, independente de nossas crenças.

Então percebemos que a rivalidade religiosa é apenas política, mas quem de fato seriam os responsáveis por este holocausto islâmico, além dos EUA e Inglaterra? Se eu disser que estes criminosos que tomaram a frente política e se auto-intitulam judeus colaboraram, inclusive financeiramente com a Alemanha nazista e que em diversos momentos fazia acordo com os nazistas na Hungria para que o Holocausto fosse levado adiante, com a liberação de apenas uma “elite” de alguns poucos judeus “jovens, saudáveis e inteligentes” dispostos a ir participar da invasão da Palestina, enquanto o restante poderia perecer nas câmaras de gás.

Essas afirmações, que podem chocar algumas pessoas pelo seu “ineditismo”, mas são baseadas em verdades históricas puras e simples, convenientemente ignoradas durante décadas pela grande mídia.

A própria comunidade judaica internacional repudia o Estado de Israel, pois a mesma foi fundada por estes amigos de nazistas e colaboradores do Holocausto. O tenebroso Holocausto de judeus na Europa na década de 40 jamais foi combatido pelo movimento sionista (fundador do Estado de Israel).

Os sionistas tinham interesse no Holocausto, pois servia para afugentar os judeus da Europa, em direção ao Oriente Médio, para participarem da invasão da Palestina e do conseqüente massacre terrorista contra os habitantes daquela terra, os árabes palestinos.

  • Aqueles que sobram

Uma das maiores ironias que descobrimos é quando começamos a ler sobre as motivações do movimento sionista para a ocupação da Palestina que não passam de pretextos descabidos para ocultar algum motivo obscuro além do óbvio que é a erradicação do povo árabe.

Vejamos alguns desses mitos:

O primeiro mito muito cultuado pelos primeiros sionistas foi o de “uma terra sem povo, para um povo sem terra”, onde criava a ficção de que a Palestina era um lugar remoto e desolado que era visitado por nômades esporadicamente e que estava esperando que alguém a ocupasse, com este tipo de alegação pretensiosa veio à negação da identidade, nacionalidade ou títulos de direito de posse dos palestinos, que vivem nela há tempos imemoráveis.

Outro mito é o da “democracia israelense”, inúmeras noticias e referências ao Estado de Israel na imprensa a incluem como sendo a única e autêntica democracia do Oriente Médio, gerando o pretexto da segurança que é fortemente sustentado pelos sionistas no qual eles devem ser a quarta potencia militar do mundo para se defender da ameaça iminente e mais uma vez hostilizando as massas árabes como primitivas violentas e que a pouco abandonaram as árvores.

Os muçulmanos nunca opuseram à existência de um estado judaico, mas sim à existência de um estado judeu sobre as terras já habitadas pelos palestinos. Na época em que a idéia de um estado judaico ganhou força foram oferecidas terras desabitadas e melhores do que a terra dos palestinos para os sionistas criarem seu estado, mas eles queriam terras já habitadas, as terras dos palestinos.

Se analisarmos este último parágrafo, o estado de Israel é tão democrático quanto o apartheid na África do Sul, para aqueles que pensam que Israel é um paraíso judaico na terra está muito enganado, pois as liberdades civis, os procedimentos judiciais e os direitos humanos básicos são negados por lei aos que não cumprem os requisitos raciais e religiosos, excluindo os árabes, os não judeus, os cristãos e até mesmo os próprios judeus de origem oriental, todo e qualquer tipo de protesto sendo ele pacifico ou não é repreendido com metralhadoras, prisões de supostos agitadores e torturas para fins de confissões forçadas.

E falando sobre povos que recentemente saíram das arvores, a escola nunca nos ensinou que durante a idade das trevas, na Europa, a ciência, a matemática e a filosofia grega foram preservadas pelos intelectuais árabes. Enquanto a Europa mergulhava na Idade Média, no século VI os árabes absorviam o conhecimento da antiga Pérsia em conjunto com a herança do conhecimento helênico.

Isto fez com que talvez pela primeira vez na história tenha acontecido uma harmonização em um todo da ciência com a filosofia, a teologia e a matemática.

Com a expansão do Islã por fronteiras distantes como a Índia e a Península Ibérica, o caldo de culturas resultante tornou-se extremamente propício para o desenvolvimento do conhecimento.

A efervescência cultural desse período permitiu notáveis avanços nas artes e nas ciências. Em particular, no campo da matemática, dois fatos importantes ocorridos no âmbito da cultura árabe mudaram a forma de o mundo realizar cálculos e expressar os números. No século VII um matemático muçulmano da Índia criou o conceito do “zero”. No século IX, um dos maiores matemáticos de todos os tempos, Al-Khwarizmi, escreveu sua principal obra onde formalizou o conceito de notação posicional. Esses conceitos tiveram seu impacto sobre o mundo da época amplificado e seu espalhamento acelerado graças à invasão árabe e à popularização dos algarismos arábicos, cujos símbolos tinham sua memorização facilitada pelo fato de a figura de cada dígito possuir o mesmo número de ângulos de seu valor.

Desmentindo livros pseudo-históricos como o From Time Imemmorial, de Joan Peters, que argumenta de forma descarada que os árabes palestinos não eram nativos daquelas terras, mas no final do século 19, havia na Palestina mais de mil povoados ou aldeias. As colinas estavam cuidadosamente aradas. Canais de irrigação sulcavam todo o território. Os jardins de frutas cítricas, as oliveiras e os cereais da Palestina eram conhecidos em todo o mundo. O comércio, o artesanato, a indústria têxtil, a construção e a produção agrícola prosperavam.

  • Paradoxos semelhantes

Os fundadores do sionismo desesperavam-se em combater o anti-semitismo e, paradoxalmente, consideravam os próprios anti-semitas como aliados, porque compartilhavam com eles o desejo de arrancar os judeus dos países em que viviam. Passo a passo, eles assimilaram aos valores de ódio aos judeus e ao anti-semitismo, na medida em que o movimento sionista passou a olhar os anti-semitas como seus mais confiáveis patrocinadores e protetores.

O chefe do Serviço de Segurança das SS, Reinhardt Heydrich, escreveu um artigo no qual dividia os judeus em “duas categorias”. Os judeus que ele apoiava eram os sionistas: “Contam com nossos melhores desejos e com nossa boa vontade oficial”.

Não é uma surpresa de que Kastner interveio para impedir que o general da SS, Kurt Becher, fosse julgado por crimes de guerra. Becher foi um dos principais negociadores do pacto de 1944 com os sionistas. Ele também foi o major da SS na Polônia, um membro dos Esquadrões da morte que “trabalhava dia e noite matando judeus.” “Becher se distinguiu como assassino de judeus na Polônia e na Rússia”.

Heinrich Himmler o nomeou Comissário de todos os campos de concentração nazistas. O que aconteceu com ele? Ele se tornou presidente de muitas empresas e dirige a venda de trigo a Israel. Sua empresa, a Colgne Handel Gesselschaft, fez extensivos negócios com o governo israelense.

Gostaria de mostrar esta declaração de Jabotinsky.

É impossível que alguém seja assimilado por outro povo que tenha um sangue diferente do seu. Para que seja assimilado, este alguém tem que trocar de corpo, tem que converter-se em um deles, no sangue. Não pode existir assimilação. Nunca poderemos permitir coisas como o matrimonio misto porque a preservação da integridade nacional só é possível mediante a pureza racial e, para tal, temos de ter esse território onde nosso povo construirá os habitantes racialmente puros.

Martin Buber também declarou:

Os níveis mais profundos de nosso ser são determinados pelo sangue; nossos pensamentos mais íntimos e nossa vontade são coloridos por ele.
Percebeu alguma semelhança?

(Continua…)

*Para maiores detalhes de como se formou o Estado de Israel recomendo o livro a História Oculta do Sionismo escrito pelo autor Ralph Schoenman

Homem Risonho

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6 comentários

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  1. Rui Figueiredo Vieira

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  2. Anonymous

    Quem vê pensa que os árabes são tão inocentes…

    Se os terroristas não se escondessem no meio dos civis isso não aconteceria.

    Infelizmente a guerra é algo terrível, mas temos que admitir que os árabes tb foram cruéis quando tomaram a cidade de Jerusalém e destruiram o muro dela no tempo das cruzadas. Vemos que todos são loucos por aquela terra não tem inocente nessa história é um mantando o outro e no final quem se dá mal são os civis.

    A paz para esse povo é impossível, quando aplicarem a paz para eles será apenas um paz falsa governo algum pode estabelecer uma paz permanente e sem fim para os judeus e muçulmanos.

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  3. Alan

    Bom, levando-se em conta a humanização de tais atos, realmente a conspiração é notória.
    Mas existem outros por trás disso, não questiono o que você escreveu, mas existem outras forças por trás disso.
    Sobre Jerusalém, a cidade que mais foi tomada, destruida, retomada e reconstruída da história das civilações, define o que te digo sobre o poder total sobre a terra, afinal de contas quem controlar a cidade "divina" controlará tudo.
    Questões de etnia e política, atrapalham o total controle sobre ela.
    Mas te digo uma coisa…
    Será inevitável, antes que nossos dias se passem, veremos este controle, e é claro que a nova ordem estará presente em tudo isso. Um governo, Um soberano, Uma religião.
    Parece coisa de filme, mas infelizmente não é.
    Abraços

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  4. Anonymous

    tudo ja estava predito nos protocolos, e interessante é saber que os judeus a 60 anos vem cumprindo a risca os protocolos dos sabios de sião e mesmo assim negam.

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  5. Anonymous

    quanta bobagem voce escreve. A terra de Israel sempre pertenceu a Israel. Os palestinos sao invasores que serao expulsos no devido tempo. Sao terroristas ou apoiadores de terrorista.
    avsa_agassim@walla.co.il
    Avraham

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  6. ..

    Tanto a terra de Israel pertenceu sempre aos judeus, por estar escrito num livro mágico, que a Inglaterra sempre foi minha. Sério, está escrito no livro do meu Deus! Você não acredita no meu ser mágico, Avraham? Por que eu acreditaria no seu?

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