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set 15

Morales: EUA Planejando Golpe na América Latina

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O presidente boliviano acusou os Estados Unidos de planejar golpes na América Latina depois de Washington chegara um acordo com a Colômbia sobre o uso de bases militares neste país.

“Na América Latina, onde há uma base militar dos Estados Unidos há golpes militares”, disse Evo Morales a imigrantes bolivianos que vivem na Espanha neste no domingo.

Morales, junto com seus aliados na América do Sul têm repetidamente criticado o acordo entre a Colômbia e os EUA, que dará o acesso aos americanos a sete bases militares colombianas, por um período de 10 anos.

“Uma mensagem para os movimentos sociais da Europa e do mundo: Ajude-nos a pôr fim a bases militares na América Latina”, disse ele, citando a Constituição boliviana proíbe que bases estrangeiras em seu solo.

De acordo com funcionários americanos, as tropas americanas continuarão a ajudar a Colômbia em operações no combate de drogas e no apoio à sua luta contra os rebeldes de esquerda.

No entanto, os governos latino-americanos acreditam que os EUA está utilizando a guerra contra as drogas na Colombia como pretexto para aumentar a sua presença militar na regiao.

Enquanto isso, Morales afirmou anteriormente que os Estados Unidos estava envolvido em no golpe militar em Honduras, que derrubou o presidente Manuel Zelaya em junho.

Depois, o presidente venezuelano Hugo Chávez apresentou um documento do Comando de Mobilidade Aérea dos EUA que, segundo ele, revelou os futuros planos de Washington para a região.

O líder esquerdista venezuelano alegou que os EUA quer usar a Colômbia como uma base de poder, a partir da qual dominaria a América do Sul.

Fontes:
Press TV: Morales: US planning coups in L America

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4 comentários

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  1. Adriano Crivelli

    O que Evo Morales esta dizendo, outros já disseram, como o doidão da Venezuela, o Chaves, e isso tudo faz muito sentido. Só não vê quem não quer, hoje o Brasil já se tornou alvo, tem muito a oferecer. Já já acontecerá e todos verão que nem tudo que se diz a respeito das intenções dos EUA é mera teoria de conspiração como adoram rotular aqueles que não estão acostumados a raciocinar.

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  2. NRG

    Emerson, veja esse trecho do documentario zeitgeist, entrevista com John Perkins, resume tudo o que já aconteceu ao redor do globo atraves da intervenção secreta americana em varios paises nos ultimos 60 anos.

    Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=vH3qK_bnQCg
    Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=wkoEqvV9Flo

    Abraço e parabéns pelo excelente trabalho!

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  3. Onisciente Erudito

    Então, de acordo com Evo Morales, tudo foi dito como eu suspeitava. A patrulha de Washington tem aqui na América do Sul um verdadeiro cardápio, o petróleo venezuelano, a Amazônia e o Pré-Sal brasileiro. Conforme citou NRG, o ex-agente da CIA, John Perkins que concedeu sua imagem ao doc. Zeitgeist Addendum, teve a cara de pau de explicar como os demônios da corporatocracia norte-americana fazem para subornar os outros, e no final do filme o cara pareceu um frutinha falando de espiritismo, em natureza, etc e tal. Apesar disso, ele nos fez um favor de nos contar toda a verdade por tras das cortinas. Graças à Colômbia, estamos ferrados!

    Continue transmitindo as informações para a gente e parabéns pelo site!

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  4. Guilherme Scalzilli

    Por que mentir sobre o acordo militar?

    As novas bases militares colombianas expandiram a esfera de influência estadunidense para uma ampla região da Amazônia brasileira. Elas completam as posições da IV Frota Naval dos EUA, no Oceano Atlântico. Não há coincidência na simultaneidade dessa mobilização armada com a divulgação dos imensos potenciais das reservas do pré-sal.
    Há anos o Brasil pleiteia uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. A absurda ausência do país tem o histórico patrocínio dos EUA, que não querem dividir esferas de influência na América Latina. A pretensa necessidade da tutela de Washington nasce da insuficiência material de nossas Forças Armadas.
    Elas são realmente obsoletas e virtualmente inúteis. Os oficiais vomitam elogios à ditadura, enquanto o ministério da Defesa responde com afagos modernizadores. É necessário rever a impunidade dos torturadores e assassinos do regime militar, mas também fornecer condições materiais para que as Armas cumpram seu papel na manutenção do Estado de Direito.
    Por menos democrático que pareça, nenhum governo do planeta divulga as minúcias de negociações militares. A transferência de tecnologia é imprescindível para compras da proporção que o país necessita. Ela sempre foi recusada pelas empresas norte-americanas, que só agora acenam com um recuo, ainda assim parcial e condicionado.
    O poder de persuasão dos lobbies da indústria bélica é inimaginável, e vai muito além das simples (e já por si irrecusáveis) ofertas financeiras. Deve-se acompanhar com muito zelo a participação de jornalistas, “especialistas” e políticos nesse debate.
    Por que de repente surgiram tantos defensores da Boeing e da Lockheed na imprensa nacional? Por que as análises insistem em evitar discutir os tais “méritos” da opção pela concorrente francesa? Por que, afinal, uma discussão de tamanha complexidade tem sido tão flagrantemente manipulada pelo noticiário?

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